Sentimentos Partilhados
Terça-feira, 13 de Março de 2012
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Parte 10 - Surpresa!
Lucy acordou com uma presença estranha no quarto. Tacteou a cama onde deveria estar Aiden e só encontrou lençóis. “Ok… Nada de pânico. Ele foi só a casa de banho.” Pensou sentindo-se já exposta. Especialmente com aquela presença que não conseguia saber a quem pertencia.
Pôs-se a escuta. Não havia qualquer som na casa inteira sem ser as respirações de quem dormia e a sua completamente acelerada. Levantou-se enrolando o lençol a sua volta e procurou as suas roupas. Perscrutou a noite mas a sua visão de lobo estava a falhar. Fechou os olhos e vestiu-se. Estava com a terrível sensação de que estava a ser observada.
Já vestida encaminhou-se para a porta do quarto. Iria à procura de Aiden. Sempre era melhor que ficar sozinha no quarto escuro sem conseguir ver absolutamente nada. Assim que pôs a mão na maçaneta para abrir a porta alguém a agarrou pelo pescoço. Tentou lutar. Mas sentia as suas forças a deixa-la e estava apavorada. Não se conseguia mexer.
-Q-q-quem és tu? – perguntou a custo.
O vulto que a agarrava andou para a luz da lua, que iluminava parte do quarto, levando-a consigo. Quando chegaram à luz Lucy reconheceu a cara do homem que a ajudara antes. Contudo no lugar dos seus olhos azuis esbranquiçados encontravam-se agora olhos vermelho sangue.
-Sou o quem tu mais temes. – respondeu ele. – E já está na altura de acabar contigo.
Sentiu o seu pescoço ser cada vez mais apertado e sentiu as forças deixa-la mais rapidamente. Quando estava prestes a desmaiar pensa em Aiden e em como gostaria de ter tido mais tempo para estar com ele. E então desmaia.
-Seu monte de merda! Larga-a já! – Gritou Aiden ao homem que segurava Lucy pelo pescoço com uma só mão. Ao ver Lucy inerte nas mãos dele não se conseguiu controlar mais e acabou inevitavelmente por se transformar em lobo.
Aiden estava furioso. Ele ia arrepender-se de ter ido a casa dele e de ter tocado na mulher que amava.
Investiu sobre o homem que se desviara deixando Lucy cair no chão desamparada. Aiden só parou o tempo suficiente para lhe lamber a cara e ter a certeza de que ainda estava viva. Virou-se imediatamente para o intruso e investiu novamente conseguindo, desta vez, afincar os seus dentes no braço dele. O homem gritou e esperneou de dor mas Aiden não afrouxou o aperto. O homem parou de se debater e começou a rir-se. Para demonstrar o seu desagrado Aiden abanou a cabeça levando o braço que mantinha bem preso nos dentes atrás. O que levou o intruso a gritar de dor novamente.
-Pronto, pronto. Já percebi a ideia. Podes magoar-me mas nada mais podes contra mim. Sou muito mais do que tu. Sou muito mais do que aquilo que possas imaginar. Vamos fazer assim. Vocês vão ter comigo amanhã à noite às duas da manhã no mesmo sítio onde eu ajudei a tua namoradinha. Ela sabe onde é. Se não forem muita gente morre sem necessidade. Se forem. Apenas ela morre. – Dizendo isto libertou-se do aperto de Aiden apenas com um safanão. O seu braço escorria sangue mas ele parecia não se importar. – Depois não digam que não vos avisei. – e dizendo isto desapareceu a uma velocidade estonteante.
Aiden deixou-se cair no chão já em humano outra vez. “Bola! Eu sabia que não podíamos confiar naquele filho da mãe.” Levantou-se e colocou Lucy sobre a cama. Procurou uns boxers e vestiu-os.
Lucy acordou sobressaltada. Vendo Aiden ao seu lado agarrou-se a ele num abraço, tão forte que seria capaz de partir ossos a um humano, e lágrimas escorriam desenfreadamente pela sua cara abaixo. Ficou ali. Simplesmente agarrada a ele a chorar e a soluçar enquanto ele lhe murmurava que tudo iria correr bem.
Parte 9 - Bebé
– Que se passa com ela? – Perguntou intrigada ao ver a reacção dela. – Não é muito natural uma loba não confiar em mim.
– É, eu sei, mas esta só confia em mim. Encontrei-a sozinha no meio de uma floresta não muito longe daqui.
– E os progenitores?
– Mortos. Encontrei sangue e pelos perto do sitio onde ela estava, suponho que fosse a família dela…
– Como é que eles morreram?
– Eu não estava lá, como queres que saiba?
– Oh, vá lá, como é que achas que foi então? – Questionou ao ver o seu ar.
– Senti o cheiro de pólvora… e prata. Acho que alguns caçadores confundiram lobos com lobisomens.
– Grrrrrrr!!
– E sabes bem o que fazem a um lobisomem para o abater. Daí ela não confiar em ninguém, para além de mim que a salvei.
– Só me apetecia voltar ao meu apartamento para ensinar uma lição a estes caçadores.
– Não vais fazer isso. – Disse calmamente. – Não irias adiantar nada, isso só iria resultar na tua morte.
– Hey! Eu sei defender-me muito bem!
– Eu sei que sim, mas eles são demasiados e estavam muito bem armados, para além disso, os caçadores que te atacaram não são os mesmos que mataram a família dela. – Disse apontando para a pequena loba novamente relaxada no sofá.
– Suponho que tenhas razão… Estes eram profissionais, não iriam confundir um lobo com um lobisomem.
– Exactamente. De qualquer das formas também não eram totalmente amadores, souberam bem apagar os seus rastos.
– Pois.
Seguiu-se um pequeno tempo de silêncio durante o qual apenas se ouviu o suave crepitar das chamas na lareira. Entretanto o único movimento visível na sala era o de Aiden a fazer festas na pequena cabeça da loba. Então este elevou-a nos seus braços.
– Vem Lucy. Não vamos poder fazer nada agora, vamos descançar.
– Mas…
– Não há mas. Vamos, precisas de descansar, precisamos os dois.
Aiden levantou-se e pegou na mão de Lucy. Ela estava ainda fria, o que era invulgar para um lobisomem.
– Vai correr tudo bem Lucy.
– Eu sei.
Nesse momento as suas mãos, e todo o seu corpo, aqueceram. Ela levantou-se da poltrona e aproximou-se ainda mais de Aiden, de uma forma lenta e inocente, e beijou-o nos lábios. A pequena loba no colo de Aiden mostrou os dentes em sinal de reprovação.
– Obrigado. E eu não te faço mal pequenina, nem a ti nem ao teu salvador. – Disse dirigindo-se agora à pequena bola de pelo prateada.
– Não tens nada de que agradecer. – disse beijando-a novamente.
Nunca antes vira aquela fragilidade em Lucy, embora soubesse que esta existia antes.
Saíram da sala para o hall e subiram as escadas que se encontravam ao fundo à esquerda. Foram até à penúltima porta que Aiden disse a Lucy para abrir para não ter de pousar a loba ou largar a mão da sua amada. Entraram os três. Pararam à frente de uma cama de casal e Aiden voltou a beijar Lucy, primeiro nos lábios e depois na testa.
– Até amanhã Lucy.
Encaminhou-se com passos curtos na direcção da porta.
– Fica comigo…
Parou repentinamente. Não pensou que ela quisesse dormir com ele, embora mantivesse uma pequena esperança de que tal acontecesse, no entanto ficou paralisado, não sabia o que dizer.
– Fica comigo. – Disse, desta vez com mais convicção, ao mesmo tempo que lhe pegou na mão.
Ambos sentiram os seus corações bater muito depressa, apenas com o tocar das suas mãos.
Aiden puxou-a e saíram ambos do quarto entrando na porta ao lado, no último quarto. Aquele quarto era muito maior que o anterior, e o anterior era enorme. No centro do quarto estava uma cama de casal “queen size” com uma mesinha de cabeceira de um dos lados. A mesinha tinha quatro gavetas e no topo desta encontrava-se uma moldura com uma foto de Lucy. A parede em frente à porta, onde se encontrava a cabeceira da cama encostada, era azul muito escuro e tinha desenhado uma lua cheia e várias sombras negras. Os mosaicos no chão eram da mesma tonalidade que o fundo da parede, assim como as portas do guarda fatos que ocupava quase toda a parede do lado direito. Do lado esquerdo havia uma grande janela com vista para uma extensa floresta. Ao lado da porta estava um LCD apenas um pouco menor que o da sala que parecia uma tela de cinema.
Lucy nem comentou o facto de Aiden ter uma foto dela ao lado da sua cama, isso apenas a deixou um pouco mais derretida. Junto aos pés da cama estava uma pequena cama para cães na qual Aiden pousou a lobinha antes de abraçar com força a sua amada. Estiveram assim abraçados algum tempo, mas por fim separaram-se daquele abraço para tirar a roupa e irem dormir.
– Ah, Aiden, onde é a casa de banho?
– Na última porta à direita.
– Ham? Pensei que isso fizesse parte do guarda fatos…
Lucy abriu a porta e ficou espantada como tamanho casa de banho. Havia uma grande banheira de hidromassagem no centro que mais parecia uma pequena piscina. O chão era totalmente de mosaico negro e as paredes e o tecto em azulejo branco. Lucy fez o que tinha a fazer e voltou para ao pé de Aiden que já lá tinha a sua mala que fora trazida por um dos empregados. Ela tirou toda a sua roupa, ficando completamente nua. Aiden fizera o mesmo mas ficara em boxers. Deitaram-se e taparam os seus corpos despidos, ficando muito agarradinhos.
– É impressão minha ou ficaste teso quando me viste sem roupa? – Sussurrou de forma um pouco provocante.
– Não tenho culpa… Amo-te e bem sabes que o teu corpo também sempre me afectou assim...
Estavam ambos muito cansados e preocupados com o sucedido, mas assim que Lucy começou a beijar Aiden esqueceram tudo o resto, todos os problemas desapareceram e ficaram apenas eles os dois, a fazer amor pela madrugada adentro.
Domingo, 15 de Maio de 2011
Parte 8 - Mansão
Entraram no carro de Aiden, um Ford Mustangue preto, e arrancaram para fora da cidade.
- Sabes uma coisa? – Perguntou Lucy.
- Diz.
-Devias aprender a controlar os ciúmes – Aiden corou. – Especialmente quando sabes que detesto que me protejam da forma que tu o fizes-te. Não sou nenhuma criança Aiden. Sei cuidar de mim.
-Para já eu não tenho ciúmes desse anormal. – Respondeu ele ainda corado.
-Sim, pois. – Riu Lucy.
-E depois, eu sei que te sabes defender mas esse tipo estava-me a enervar. – Continuou sem ligar a risota de Lucy.
Lucy para de se rir de repente. Olhou para ele com ar sério. Ele sabia que ela tinha razão e ela também o sabia e não ia descansar enquanto ele não admitisse isso.
-Enervando-te ou não estavas em minha casa Aiden. Quem decide quem expulsar ou como sou eu. Sabes perfeitamente que detesto aquilo que fizes-te.
Aiden suspirou. Ela tinha razão. Mas detestava admiti-lo. Não por ser uma vergonha que ela tenha razão mas porque o seu comportamento foi vergonhoso.
-Eu sei. Tens razão. Desculpa. Eu não te queria chatear. E eu controlo-me. Mas na situação em que estamos é difícil e o nosso humor de lobisomem também não ajuda muito. Desculpa.
-Eu desculpo. – Aiden olhou para ela. Ela era mesmo deslumbrante. Os seus olhos verdes brilhavam com a luz da lua enquanto o fintavam. Ela era linda e ele amava-a.
Voltou o olhar para a estrada e nada mais disseram até que chegaram a um imponente portão de ferro. O portão fechava a entrada para uma propriedade a perder de vista. Havia dois guardas de cada lado do portão. Um dos guardas que se encontrava no lado esquerdo apressou-se a abrir o portão para os deixar passar.
Já dentro dos portões ainda guiaram mais cinco minutos até se ver uma enorme mansão. Com muitos jardins e árvores à volta. Embora não se pudessem ver. Encontravam-se inúmeros guardas entre as árvores e as sombras da noite. Pararam em frente a uma escadaria que dava para a porta de entrada. Uma imponente porta de madeira cheia de esculturas e desenhos. Havia mais dois guardas de cada lado da porta.
Aiden saiu do carro juntamente com Lucy. Subiram a escadaria e quando chegaram ao topo os guardas fizeram uma vénia e apressaram-se a regressar as suas posições estáticas e erectas. Aiden tirou do bolso das calças a chave de casa e abriu a enorme porta de madeira. As luzes estavam todas acesas e podia ver-se o interior. Era deslumbrante. Era impossível de descrever. Um corredor enorme estendia-se a frente deles. O chão era azulejo e estava parcialmente coberto com uma passadeira em tons de vermelho e castanho que se estendia por todo o corredor. Havia quadros pendurados na parede. Quadros de aspecto bastante caro.
Lucy que até ai tinha mantido o rosto inexpressivo esbugalhou os olhos e soltou um audível: - UAU! – O que apenas fez com que Aiden se risse a bandeiras despregadas.
Lucy olhou para ele como se o quisesse matar.
-O que é? Sabia que eras rico e tal mas nunca pensei que fosses tão rico!
Aiden apenas se riu mais alto.
Lucy deu-lhe um soco no braço.
-Au! – Disse ele ainda rindo. – Vá, entra lá. Os quadros não te comem.
Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Parte 7 - Fuga
– Eu podia-o ter expulsado.
– Eu sei, mas não temos tempo para isso. Anda. – Ao proferir estas palavras atirou-lhe uma mala.
– Para que é isto? – Interrogou.
– Não o ouvis-te?
– Sim, mas… Acreditas-te no que aquele anormal disse?
– Se acreditei ou não, não interessa. Mais vale prevenir-mos agora que chorar-mos depois. Para além disso, eles tinham alguns traidores com eles, podem muito bem encontrar-me aqui.
Aiden encheu a pequena mala que Lucy lhe atirara com roupas dela enquanto ela fazia o mesmo com uma outra mala. Assim que terminaram de encher as malas vestiram-se rapidamente e preparavam-se para sair pela porta, mas assim que saíram à porta voltaram a entrar.
– O que foi agora?
– Parece que te descobriram. Anda. – disse Aiden puxando-a pela mão para o quarto.
– Aiden! Sabes perfeitamente que assim não consigo saltar isto.
– Eu salto primeiro e apanho-te. Confias em mim? – perguntou segurando-lhe cuidadosamente no queixo para que ela o olhasse nos olhos.
– Confio.
Nesse momento ouviram passos junto à porta de entrada e Aiden saltou pela janela do quarto de Lucy que saltou em seguida. Como havia prometido Aiden apanhou-a no meio dos seus braços fortes. Quando a pousou no chão viu de relance que ela corou mas no segundo seguinte em que olhou pensou apenas que a sua mente lhe havia pregado uma partida.
– Tens algum sítio em mente?
– Nem por isso…
– Ok. Para minha casa então.
Pararam de repente. Aquele beco estava deserto e bastante escuro pois não tinha qualquer luz.
– Tu és parvo ou quê?
– Um bocadinho – gracejou – mas porque perguntas?
– Se eles me encontraram aqui podem muito bem encontrar-me em tua casa!
– Pois. Nós temos cuidado em esconder as nossas pistas… para além disso, queria ver eles atreverem-se a entrar em minha casa.
Nisto agarrou-lhe na mão e começou a correr levando-a para longe dali.
Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011
Parte 6 - Descobertos
- Mas que merda…! Quem é que raio vem bater a porta das pessoas assim a esta hora da noite!? – Lucy empurra um Aiden sorridente de cima de si e apanhou um robe, que mostrava mais do que tapava, do chão. Apertou o cinto e dirigiu-se a porta.
-Hey! Vais a porta assim? – Aiden tinha parado de sorrir.
Agora era a vez dela rir. – Estas com ciúmes Aiden? – E desmanchou-se em gargalhadas.
Mesmo com luz ténue que provinha da lua, conseguia ver as faces de Aiden ruborizar. Lucy parou de rir e dirigiu-se a uma cómoda. Abriu uma gaveta e tirou de lá umas calças de fato de treino e uma blusa de alças. Apanhou as cuecas que estavam no chão e pousou tudo em cima da cama. Deixou cair o robe aos seus pés e vestiu-se.
Quando ia para virar costas e dirigir-se a porta parou. Olhou para Aiden que a tinha estado a observar sem proferir palavra. Aproximou-se tanto dele que ele teve que se deitar de costas na cama. As mãos dela começaram a acaricia-lo de novo. Aiden fechou os olhos e trancou o maxilar contudo, ele permaneceu quieto.
Lucy debruçou-se ainda mais sobre ele até que a sua boca ficou de encontro a orelha dele e sussurrou:
- Está melhor assim? – Esperou que ele acena-se com a cabeça afirmativamente e depois levantou-se e foi abrir a porta.
Abriu a porta e afastou-se porque um homem de um metro e noventa entrara-lhe furiosamente pela casa a dentro. Aiden, que agora trazia vestidas umas calças de fato de treino cinzentas, acabara de se colocar ao lado dela. O homem que tinha entrado olha para ela depois para Aiden e outra vez para ela antes de dizer:
- Lucy, tens que vir comigo agora mesmo. – Anunciou agarrando-lhe no braço que ela sacudiu com ferocidade.
- Não vou a lado nenhum contigo por dois motivos. Primeiro não sei quem és ou o que queres de mim, e segundo não vou sair à rua nesta linda figura. – Ela olhava-o com ar sério e zangado. – Além disso não preciso de protecção e mesmo que precisasse não és o único que ma pode oferecer. – Dizendo isto agarrou-se ao braço de Aiden.
- Só me faltava esta… - Sussurrou o desconhecido para si mesmo. – Lucy, não temos tempo para isto. Eles já descobriram onde estás! Deixa-me levar-te para lugar seguro.
- Não ouviste a senhora? Ela disse que não vai a lado nenhum contigo. – Aiden chegara-se um passo à frente e colocara-se em frente de Lucy, encarando furiosamente o tipo.
-Aiden. – Avisou ela. Vendo que ele não se movia disse: – Para trás, já.
Aiden continuava no mesmo sítio. Olhando o desconhecido olhos nos olhos. A diferença de dez centímetros que existia entre eles parecia não existir. Toda a fúria que Aiden tinha acumulada, por um tipo qualquer invadir assim território que não lhe pertencia e por ter agarrado daquela maneira na mulher que amava, parecia dar-lhe mais altura.
Vendo o que estava prestes a desenrolar-se Lucy gritou:
- Aiden se não vieres para trás agora apanham os dois um enxerto de porrada! – Aiden continuava a não se mover. – PORRA AIDEN VEM PARA TRÁS AGORA! – Dizendo isto deu-lhe um safanão no braço que ainda segurava puxando-o para trás e encostando-o a parede.
Lucy virou-se para o estranho e disse:
-Tu! Tu sai já da minha casa. Não quero voltar a ver esse teu rabo perto de mim outra vez. Isto é um aviso. Voltas a aparecer ao pé de mim e eu juro que a última pessoa a ver-te vivo sou eu. Agora, FORA! – Apontou para a porta por onde o desconhecido tinha entrado e para onde olhando indignadamente saiu.
Ainda antes dela fechar a porta ele virou-se para trás e disse: - Ainda vais precisar da minha ajuda. E eu vou estar por perto para te aju… - Antes que ele pudesse terminar Lucy fechou-lhe a porta na cara.
Virou-se para Aiden que ainda se encontrava encostado a parede só que desta vez, em vez de o encontrar de cabeça erguida e com o olhar cheio de fúria deu com uma Aiden cabisbaixo.
Sábado, 29 de Janeiro de 2011
Parte 5 - Primeira vez
– Eu sei, e por isso não fico chateada.
Ambos olhavam estupidamente um para o outro sem mais nada dizer, como se quisessem mostrar tudo o que sentiam um pelo outro apenas com o olhar. Aproximaram os olhares como se tentassem ver mais fundo e nesse momento beijaram-se. As mãos de Lucy tacteavam o corpo de Aiden ao mesmo tempo que este tacteava o corpo de Lucy. Aiden aos poucos começou a despi-la enquanto que Lucy rapidamente lhe roubou as calças do corpo. Ambos se envolveram naquele sofá não sendo mais possível dizer onde começava o corpo de um ou onde terminava o do outro. Ambos se beijavam e acariciavam furtivamente, mas parecia que tinham algum receio de fazer mais que isso, mesmo estando ambos totalmente sem roupa.
– Eu amo-te Lucy… – sussurrou.
Pararam repentinamente, como que a pensar e a interrogar-se sobre aquilo que acabara de ser dito.
– Desculpa não me ter conseguido controlar Lucy… mas não consegui.
Ficaram novamente a olhar um para o outro. Passaram-se alguns segundos sem que nenhum dos dois dissesse o que quer que fosse. Então, Aiden levantou-se e apanhou as suas calças. Começou a dirigir-se para a porta para sair.
– Espera!
Virou-se rapidamente para ela, ainda com as calças na mão por vestir.
– Quero que fiques… eu… também te amo….
Aiden saltou para sofá como se estivesse na sua grandiosa forma de lobo, mas manteve-se na humana e beijou Lucy. Esta levantou-se e puxou-o para o seu quarto. Não era a primeira vez que os dois iriam estar realmente juntos, mas era a primeira que haviam dito que se amavam. No quarto as carícias continuaram, e por fim ambos se uniram num só corpo.
Então, repentinamente, ouviram um grande estrondo na porta da rua. Alguém estava a bater à porta violentamente. Alguém acabara de estragar o seu momento perfeito.